Astell&Kern
A Astell&Kern levou a Viena o A&ultima SP4000T e os novos intra-auriculares Clarus, ambos disponíveis para demonstração.
O SP4000T é o novo leitor portátil de referência da marca coreana e prolonga a ideia já explorada no SP3000T: alta resolução digital com uma verdadeira secção de saída a válvulas. Neste caso, são quatro Raytheon JAN6418 MIL-Spec, em configuração quad, com arquitetura independente para os canais esquerdo e direito.
Astell&Kern A&ultima SP4000T
A marca fala em Triple Tube Mode, com funcionamento em Triode, Ultra Linear e Pentode, além de combinações entre saída por op-amp, válvula e híbrida, designada por ‘paleta sonora analógica’.
Para nós, é a velha sedução das válvulas em formato de bolso — agora com ecrã tátil, Android 15, Google Play Store, Wi-Fi, Bluetooth aptX Adaptive/LDAC, PCM até 32-bit/768 kHz e DSD512.
Astell&Kern Clarus
O Clarus é o quarto modelo IEM da Astell&Kern. Tem corpo em alumínio 6061-T6 e arquitetura Tribrid de nove unidades: driver dinâmico para os graves, balanced armatures para médios/agudos e unidades MEMS para as frequências superiores.
A Astell&Kern aposta no áudio portátil com fios. Alguém tem de resistir à ditadura do Bluetooth.
Audeze
A Audeze mostrou em Viena a sua dupla identidade: auscultadores de estúdio e audiófilos de um lado; gaming, streaming e mobilidade do outro. Sempre com a tecnologia planar magnética como ponto de partida.
A novidade profissional foi o MM-520, novo modelo da série Manny Marroquin Signature, concebido para mistura e masterização. É a evolução natural do MM-500 (leia o teste aqui), agora com tecnologia SLAM – Symmetric Linear Acoustic Modulator, transdutores magnéticos planares de 90 mm, diafragmas Ultra-Thin Uniforce, sistema Fazor e almofadas magnéticas de espuma com memória. Tudo a pensar em longas sessões de trabalho.
Audeze Maxwell 2
Mas o produto mais estratégico talvez seja o Maxwell 2. Não por ser high-end no sentido clássico, mas porque mostra a ambição da Audeze de levar a sua tecnologia planar muito além do círculo audiófilo: gaming, comunicação, streaming, mobilidade e música.
O Audeze Maxwell 2 utiliza transdutores planar-magnéticos de 90 mm com estrutura magnética Fluxor, tecnologia Fazor e diafragma Ultra-Thin Uniforce. A gestão acústica SLAM reforça a sensação espacial e o impacto nos graves. A resposta anunciada vai dos 10 Hz aos 50 kHz.
Suporta Bluetooth 5.3, incluindo LDAC, LC3/LC3plus, AAC, SBC e multiponto e é compatível com 24-bit/96 kHz por USB-C com fio ou dongle USB-C sem cabos de baixa latência. A autonomia ultrapassa as 80 horas de reprodução sem fios.
Inclui microfone boom destacável hipercardióide. O processamento FILTER AI reduz o ruído captado pelo microfone, mas não é ANC nos auscultadores. Oferece áudio espacial e suporte de head tracking em contexto Dolby Atmos Renderer, não como função universal.
Audiolab
A Audiolab surgiu integrada na sala da IAG, ao lado da Quad, Wharfedale, Mission e Leak.
A novidade mais interessante foi o PPA7, um pré de phono MM/MC compacto, com saída de auscultadores, Bluetooth para auscultadores ou colunas sem fios e USB-C para digitalizar discos no computador. E ainda o switch 9000ES (veja em Quad).
JBL DD 44000 Paragon (1957).
JBL
A JBL celebrou em Viena o seu 80.º aniversário com uma presença monumental — e trouxe a mobília de família: grandes colunas de corneta, músculo americano e escala de sala de cinema, como as JBL DD 44000 Paragon de 1957.
JBL Summit Everest
As Summit Everest e as Summit K2 completam a Summit Series, juntamente com as Ama, Pumori e Makalu.
A Summit Everest é uma coluna de 3,5 vias com dois woofers de 15 polegadas, dois médios-graves de 10 polegadas e um sistema médio/agudo com três drivers de compressão JBL D2820 de 2 polegadas, acoplados a um manifold 3-into-1 e a uma corneta Sonoglass HDI. A resposta anunciada desce aos 20 Hz e ultrapassa os 23 kHz. O preço também é de cume: cerca de 159.998 euros/par.
As Summit Everest são JBL puro e duro: unidades de compressão, cornetas HDI e woofers capazes de mover ar como poucos sistemas domésticos conseguem. Aliás, tomara nós que muitas salas de cinema públicas tivessem esta qualidade de som — e não estou a falar de salas domésticas…
Em Viena, as Summit Everest tocaram com eletrónica Mark Levinson: monoblocos No. 631, pré-amplificador No. 626 e streamer No. 519.
Musical Fidelity Nu-Vista CD Reference
Musical Fidelity
A Musical Fidelity apresentou uma verdadeira ofensiva em torno do CD, com quatro novos modelos ou variantes, desde a entrada de gama até ao Nu-Vista CD Reference.
Musical Fidelity A1 CD (andar de saída a válvulas)
O mais carismático dos leitores CD foi, contudo, o A1 CD, inspirado no desenho clássico do amplificador A1 (leia teste aqui). É um top-loader de baixo perfil, de aspeto retro-moderno, com saída em Classe A e estágio de saída a válvulas ECC88 com buffer adicional.
Lá porque resolveu acender velas (válvulas), não quer dizer que a Musical Fidelity ache que o CD morreu. Pelo contrário. Mas há quem diga que o A! CD era apenas um mock-up para exibição…
Magnepan MG 20.7, alimentadas por eletrónica Musical Fidelity Nu-Vista
A Musical Fidelity também tinha uma sala de demonstração com colunas Magnepan MG 20.7, alimentadas por eletrónica Musical Fidelity Nu-Vista. A fonte analógica era a famosa La Platine Verdier, de suspensão pneumática, que Heinz Lichtnegger, da Pro-Ject, adotou, equipada com braço Graham E-Phantom de 12 polegadas.
La Platine Verdier (suspensão pneumática)
Quad
O sistema principal na sala IAG era composto por Quad Platina Stream, Quad Platina CDT, Quad Platina Integrated, o protótipo Audiolab 9000ES — futuro switch de rede — e colunas Wharfedale em estreia mundial.
Quad Platina Stream, Quad Platina CDT, Quad Platina Integrated
A fonte analógica era tudo menos discreta: um Zavfino The Coy – Art Series XB, com braço Aeshna Series, peça da série artística ZV5 da marca canadiana, pintada e acabada à mão. O gira-discos parecia mais uma obra de arte aplicada do que uma simples máquina para rodar vinil.
Sala de estar tipicamente britânica
A Quad surgiu ainda associada a colunas Mission, num cenário de sala de estar britânica muito bem conseguido. Sofás, madeiras, ambiente doméstico da velha escola inglesa.
Wharfedale Rosedale e Elysian 4R
Wharfedale
A Wharfedale mostrou uma dupla em estreia mundial: as novas colunas Rosedale e a Elysian 4R, da renovada gama Elysian.
A Rosedale é a nova coluna da série Heritage, fabricada no Reino Unido, com woofer de 15 polegadas, tweeter com waveguide elaborado e crossover com componentes selecionados para maior longevidade e estabilidade. O preço indicado ronda os 12.000 euros/par, com chegada prevista para setembro.
A nova gama Elysian R não rompe com a Elysian original. Mas a Wharfedale modificou o AMT, os altifalantes de cones de fibra de vidro revestida, o crossover, as placas de circuito, a cablagem interna e a estrutura de controlo de ressonância PROA.
WiiM - barra de som
WiiM
A WiiM apresentou a WiiM Bar, a sua primeira soundbar. É uma tentativa da WiiM de aplicar ao home cinema a mesma lógica que a tornou popular no streaming: funcionalidade, integração e preço baixo.
WiiM - barra de som
A WiiM Bar é uma barra 3.0.2 Dolby Atmos, com oito altifalantes — três mid-woofers frontais, três tweeters frontais e dois altifalantes de altura (up-firing) — mais quatro radiadores passivos.
Pode funcionar sozinha ou expandir-se para 3.1.2 com o WiiM Sub Pro e para 5.1.2 com colunas sem fios WiiM Sound ou Sound Lite. Suporta Dolby Atmos, DTS, correção de sala, modo de diálogo, modo noturno, HDMI eARC, ótica, Ethernet, line-in e USB-A configurável.
WiiM - barra de som - mostrador circular
Na frente, há um ecrã tátil circular de 2,1 polegadas, capaz de mostrar informação de reprodução, volume ou capa de álbum, podendo ser desligado durante os filmes.
É compatível com Spotify Connect, Tidal Connect, Qobuz Connect, Google Cast, Roon e mais de 20 serviços através da app WiiM, embora continue sem AirPlay 2. O preço anunciado é de 479 euros, com lançamento previsto para julho de 2026.













