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HIGH END 2026 – Vienna: Reportagem Hificlube.net

HIGH END 2026 – VIENNA – AJASOM

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HIGH END 2026 VIENA — AJASOM

Audio Analogue / Airtech — Vox Prima

Ataque italiano ao analógico de referência

Audio Analogue Vox Prima - Prévio de Phono

Audio Analogue Vox Prima - Prévio de Phono

A Audio Analogue apresentou-se em Viena com várias novidades, sendo uma delas particularmente interessante para os amantes do vinil: o Vox Prima Reference Phono Stage.

O nome diz quase tudo. ‘Vox Prima’ é o primeiro vagido que sai da célula antes de se transformar em música audível. Num andar de phono, esse primeiro milivolt é sagrado: frágil, vulnerável, carregado de informação e facilmente destruído por ruído, ganho mal escolhido ou equalização RIAA pouco rigorosa.

A Audio Analogue parece querer atacar o analógico pelo ponto mais delicado da cadeia: não com a força bruta da amplificação, mas com a preservação do primeiro sopro elétrico nascido na espira. E, nesse primeiro sopro, ou se ganha a música, ou se perde tudo pelo caminho.

Avalon Saga

A coluna talhada como um diamante

Avalon Saga

Avalon Saga

A Saga Signature pertence à linhagem clássica da Avalon: caixas facetadas, geometria cuidadosamente estudada para reduzir a difração, construção de alta rigidez e uma estética que dispensa comentários.

É uma coluna de três vias e quatro altifalantes, com tweeter de diamante de ¾”, médio cerâmico de 7” e dois woofers compósitos de 13”. Ou seja: há área de radiação suficiente para exibir escala e autoridade, mas também há materiais leves e rígidos para preservar a velocidade, a coerência e a resolução.

Quando funciona, o som não parece sair de duas caixas grandes, mas abrir-se no espaço com uma naturalidade mais sofisticada do que espetacular, como foi o caso em Viena, onde estava demasiado alto e excitava a sala em demasia. Talvez porque os distribuidores ainda estejam todos a apalpar o terreno do novo espaço. Gostei mais de as ouvir em Lisboa na Ajasom.

Bergmann Audio — Modi e Thor

O ar como rolamento

Bergmann Modi

Bergmann Modi

A Bergmann Audio exibiu-se na mesma sala da Rosso Fiorentino, Ypsilon, Kubala-Sosna, iFi e Silent Power. A fonte analógica era composta pelo gira-discos Bergmann Modi e pelo braço Thor, uma combinação que resume bem a filosofia da marca dinamarquesa: eliminar o atrito, reduzir o ruído mecânico e deixar que o disco rode com a maior serenidade possível.

A Bergmann é conhecida pelas suas soluções de rolamento por ar e braços tangenciais. O Thor, em vez de obrigar a agulha a percorrer o disco em arco, como acontece num braço pivotado convencional, procura acompanhar o sulco de forma tangencial, mais próxima do modo como o disco foi originalmente cortado. Em teoria, isto reduz o erro de leitura angular, a distorção entre canais e a tensão lateral na célula.

Na prática, quando tudo funciona, o resultado é menos mecânica audível e mais fluidez na música. O gira-discos deixa de chamar a atenção para si e passa a cumprir a sua verdadeira função: desaparecer.

Epos — ES-28N

Tradição britânica redesenhada por Karl-Heinz Fink

Epos — ES-28N

Epos — ES-28N

A ES-28N é a maior coluna da nova geração da Epos. Karl-Heinz Fink, conhecido pelas suas soluções de duas vias, optou aqui por uma configuração de três vias. Não é uma coluna de 2,5 vias mascarada como coluna grande: tem dois woofers de 7 polegadas para os graves, um médio de 130 mm e um tweeter de 28 mm com cúpula de alumínio/cerâmica, sem ferrofluido.

As frequências de corte situam-se em 330 Hz e 2700 Hz, com filtros Linkwitz-Riley de segunda e quarta ordem, cuja integração valoriza a velocidade, o corpo e a extensão. A caixa ligeiramente inclinada ajuda no alinhamento temporal dos altifalantes; a construção interna é reforçada; e o grave usa uma solução reflex, pensada mais para o controlo do que para a extensão.

FinkTeam SPOT

FinkTeam SPOT

Mas nós ouvimos as FinkTeam SPOT, desenhadas por Karl-Heinz Fink: uma pequena coluna de chão de duas vias, com tweeter de fita e unidade médio-grave de 8 polegadas. Foi demonstrada com amplificação Canor A3 / Canor Virtus A3.

Esoteric — N-05XE e S-05XE

Minimalismo japonês em Classe A

Esoteric Audio - Sala de demonstração

Esoteric Audio - Sala de demonstração

A Esoteric apresentou a evolução natural de uma das suas combinações mais acessíveis: o N-05XE Network DAC Preamplifier e o S-05XE Class A Stereo Power Amplifier. À primeira vista, é apenas um sistema com duas caixas. Na prática, é um streamer, DAC, pré-amplificador, amplificador de auscultadores e amplificador de potência em Classe A.

Esoteric N-=5XE

Esoteric N-=5XE

O N-05XE é compatível com ligação ótica, integra DAC discreto G2, processamento digital em 64-bit/512Fs, compatibilidade com DSD512, arquitetura dual-mono e pré-amplificação balanceada inspirada nas gamas superiores da Esoteric. Tem Ethernet, Wi-Fi, Bluetooth com codecs de alta qualidade, entradas USB, óticas e coaxiais, saídas RCA, XLR e ES-Link, além de saídas para auscultadores com jack de 6,3 mm e XLR de 4 pinos. É uma peça digital moderna, mas com ambição audiófila clássica.

Esoteric Audio S-05XE

Esoteric Audio S-05XE

O S-05XE é o parceiro natural: 30 W por canal em Classe A sobre 8 ohms, 60 W sobre 4 ohms e possibilidade de funcionamento em BTL, com 120 W sobre 8 ohms. A construção segue a disciplina habitual da marca: topologia dual-mono, entrada balanceada, dissipadores redesenhados e o sistema de isolamento mecânico da Esoteric, incluindo um painel superior semi-flutuante.

Nota: quando chegámos, já estavam a fechar a loja; não foi possível ouvi-los nem gravá-los.

Ferrum — BROEN

O streaming na tradição polaca

Ferrum Boren (em cima); Wandla em baixo. Quando estão ligados juntos partilham o ecrã do Wandla.

Ferrum Boren (em cima); Wandla em baixo. Quando estão ligados juntos partilham o ecrã do Wandla.

A Ferrum levou a Viena o BROEN, o seu primeiro leitor de rede. Não é um streamer com DAC integrado. É uma fonte digital independente, concebida para fornecer ao DAC um sinal limpo e temporalmente estável.

Debaixo para cima: Ferrum Hypsos, Erco, Wandla, Broen

Debaixo para cima: Ferrum Hypsos, Erco, Wandla, Broen

O BROEN corre numa plataforma Volumio, com acesso a Spotify, TIDAL, Qobuz, rádio por Internet, AirPlay, UPnP/DLNA, Bluetooth e leitura a partir de USB, NAS ou SSD interno. A vertente audiófila está garantida pelo módulo digital SERCE DDC, clocks de baixo jitter, saídas com isolamento galvânico, ampla conetividade de rede, slot SFP para ligação por fibra ou Ethernet e integração com o DAC WANDLA através da tecnologia FSCT.

Com o WANDLA, passa a ter o mostrador que lhe falta. Com o HYPSOS, atinge o patamar do high-end. Com o ERCO, ganha a funcionalidade de amplificador para auscultadores.

A Ferrum continua a fazer aquilo que os polacos fazem tão bem: produtos compactos, inteligentes, tecnicamente muito bem pensados e sem necessidade de aparato cénico para justificar a ambição audiófila.

Furutech — Project V1

Obsessão japonesa pela transmissão de sinal e energia

A série Project V1 é a expressão máxima da Furutech na área da transmissão de energia e de sinal. Há cabos de alimentação, interligação, coluna, phono, digital e LAN, todos construídos em torno da mesma ideia: reduzir o ruído elétrico, a vibração mecânica, a carga estática e as perdas microscópicas que se acumulam ao longo da cadeia.

Cabos Furutech Project V1-L e S

Cabos Furutech Project V1-L e S

O cabo de alimentação Project V1 usa uma combinação concêntrica de condutores Alpha-OCC prateados e Alpha-DUCC, com tratamento criogénico e desmagnetização, além da tecnologia NCF — Nano Crystal² Formula — usada pela Furutech para controlo antiestático e antivibração.

O Project V1-L, de interligação analógica, adota uma geometria híbrida, com tripla blindagem e dupla bainha. O Project V1-S, para colunas, segue a mesma filosofia: preservar energia, velocidade e textura, sem endurecer o som.

HiFi ROSE — RA80

Poder com visual

Sala de demonstração da HiFi Rose com colunas híbridas planares

Sala de demonstração da HiFi Rose com colunas híbridas planares

A HiFi ROSE chegou a Viena com o RA80, o seu primeiro amplificador monobloco. A ROSE já não quer ser vista apenas como especialista em fontes digitais com ecrãs panorâmicos e operação tátil. Quer entrar no território da amplificação monofónica, onde a corrente, o controlo, a dissipação, a topologia interna e a autoridade dinâmica contam tanto como o design e a ergonomia.

Parecem colunas mas sãos os novos amplificadores Rose RA80.

Parecem colunas mas sãos os novos amplificadores Rose RA80.

O RA80 mantém a linguagem visual que tornou a marca reconhecível à distância. O grande painel frontal tátil não é um mero adereço decorativo. Funciona como centro de informação, permitindo visualizar parâmetros relevantes do funcionamento do amplificador. E também pode assumir a forma de um VUímetro digital de grande impacto visual.

Depois do RA180 e do RA280, o RA80 é o passo lógico: separar canais, dar a cada coluna o seu próprio reservatório de energia e transformar a amplificação num objeto visualmente expressivo e funcional. A HiFi ROSE começou por seduzir pelo ecrã; agora quer convencer também pela potência.

INNUOS — Nazaré

Surfando as ondas gigantes do streaming

A única marca portuguesa de high-end verdadeiramente internacional não levou apenas um servidor ou um streamer; levou uma arquitetura conceptual. O universo Nazaré foi articulado com o NazaréNET, o NazaréFLOW e novos produtos como NET, NET3, NET1 e FLOW, reforçando a ideia de que o streaming audiófilo moderno já não começa no DAC, nem sequer no servidor. Começa logo na rede.

A inspiração do nome Nazaré é perfeita. Tal como o Canhão da Nazaré concentra energia oceânica antes de a transformar em ondas gigantes, a INNUOS tenta concentrar, limpar e organizar o fluxo digital antes de o entregar ao conversor.

Innuos Nazaré. O orgulho de ser Português

Innuos Nazaré. O orgulho de ser Português

O NazaréNET trabalha no lado da rede, procurando reduzir ruído, melhorar a integridade do sinal Ethernet e evitar que a instabilidade do router doméstico contamine a escuta.

O NazaréFLOW entra depois como reclocker/interface digital, agora com módulos como Optilink, pensados para DACs EMM Labs e I2S, destinado a conversores compatíveis com HDMI-I2S, incluindo soluções como a Soulution.

Mas quem melhor do que Nuno Vitorino, em pessoa, para nos explicar tudo?

O sistema completo demonstrado com Marten, EMM Labs, Transparent, CAD, Artesanía e Artnovion tinha um objetivo claro: colocar a INNUOS não apenas como fabricante de servidores, mas também como um arquiteto de toda a cadeia digital. A promessa sonora é a que se espera do streaming levado ao extremo: fundo mais negro, imagem mais estável, menos grão, menos compressão subjetiva e melhor fluxo musical.

Sala de demonstração da INNUOS: Nazaré com eletrónica EMM e colunas Marten.

Sala de demonstração da INNUOS: Nazaré com eletrónica EMM e colunas Marten.

Kharma — Enigma Veyron EV1D-C

Luxo, opulência e classe

A Kharma tem por hábito montar salas luxuosas à volta de um par de colunas. Em Viena, a estrela foi a Enigma Veyron EV1D-C, equipada com os novos Omega C-Drivers, alimentada por eletrónica Goldmund Telos 8800, fonte digital WADAX e gira-discos J.Sikora Reference Line.

Kharma — Enigma Veyron EV1D-C: luxo, opulência e classe

Kharma — Enigma Veyron EV1D-C: luxo, opulência e classe

O novo C-Driver é a evolução do conceito Omega-F. A Kharma já tinha eliminado o ferro do sistema magnético para reduzir as correntes de Foucault e as interações parasitas entre a bobina móvel e o motor magnético. O C-Driver vai mais longe, com motor mais poderoso e limpo, chassis rígido em material compósito metálico e ligações em prata maciça.

Eis como uma coluna gigante pode comportar-se como um transdutor rápido, sem arrastamento e sem ‘madeira’ a cantar por cima da música.

Cabos Kharma Emersion

Cabos Kharma Emersion

A marca também chamou a atenção para a nova Emersion Cable Collection, completando a sua ideia de sistema total. Na Kharma, até o cabo deixa de ser acessório: passa a fazer parte da encenação técnica e estética da ilusão.

Kimber Kable — NEO Series

O som da prata fina

A Kimber Kable apresentou a nova série NEO, agora posicionada como linha de topo de cabos de interligação, acima da Naked. Há três versões: NEO-CU, toda em cobre; NEO-HB, híbrida em prata e cobre; e NEO-AG, toda em prata. Três variantes da mesma geometria.

A Kimber cable colaborou com a Grandinote de Itália.

A Kimber cable colaborou com a Grandinote de Itália.

No ACV, a Kimber Kable participou com cablagem na demonstração das Martin Logan Neolith. No Arcotel, colaborou com a marca italiana Grandinote.

É uma abordagem muito Kimber: geometria antes da cosmética, construção antes do marketing e a prata usada não como tempero, mas como ferramenta para melhorar a resolução, a velocidade e a transparência. Naturalmente, em sistemas desta resolução, a fronteira entre luz e excesso depende sempre do casamento final.

mbl — 101 X-Treme MKIII

O som que veio do espaço

mbl 101 X-treme MkIII

mbl 101 X-treme MkIII

A estrela foi a 101 X-Treme MKIII, acompanhada pela nova eletrónica da linha Noble, incluindo o N41, descrito como network player, DAC, servidor digital e pré-digital, dependendo da configuração.

Os famosos transdutores Radialstrahler irradiam a 360 graus, com base em segmentos flexíveis, como fatias de melão, que se expandem e se contraem para projetar o som de forma omnidirecional.

Na versão MKIII, a arquitetura continua monumental: torres duplas invertidas, módulos de graves, radiação ampla e uma capacidade rara de encher a sala sem colar a música às caixas.

Mas, hélas, não estávamos à espera de ouvir esta obra-prima do engenho alemão a tocar heavy metal a níveis de PA de concerto ao vivo. Não é, claramente, a praia delas. (ver vídeo no final).

Palma Headphones

Os DHS-1 apresentaram-se em todas as cores do arco-íris

Árvore de auscultadores Palma

Árvore de auscultadores Palma

Pink Faun — Scion

Servidor digital com alma analógica

Esta sala de demonstração tinha a melhor vista da cidade. Mas, apesar da excelência das fontes e da amplificação, as colunas Clarysis não me convenceram.

Esta sala de demonstração tinha a melhor vista da cidade. Mas, apesar da excelência das fontes e da amplificação, as colunas Clarysis não me convenceram.

O Scion não é apenas um computador. É uma plataforma com hardware e software concebidos em conjunto, alimentação de baixo ruído, saídas digitais dedicadas e sistema operativo próprio, compatível com Roon e orientado para transporte digital bit-perfect.

Havia servidores Pink Faun em múltiplas salas, mas sobretudo num certame exclusivo hors-concours, associado à eletrónica Aries Cerat e às colunas de fita Clarisys, onde o Pink Faun 2.16 Ultra, em modo Dual, jogou a pares com o gira-discos Kronos Perpetual+Discovery Phono. Lá como cá, ambos pertencem ao mesmo distribuidor: Ajasom.

Kronos Perpetual+Discovery Phono

Kronos Perpetual+Discovery Phono

A Pink Faun trata o digital como se fosse analógico: não basta entregar bits corretos; é preciso entregá-los no tempo certo, com o menor ruído possível e sem contaminar o DAC com o lixo elétrico do mundo informático.

PMC — PMC Studio Vienna

A alta-fidelidade volta ao estúdio, onde tudo começou

A PMC teve em Viena uma presença diferente da de grande parte das marcas. Em vez de se limitar a montar apenas uma sala de demonstração convencional, criou o PMC Studio Vienna, um espaço concebido para recriar, no ACV, a atmosfera dos seus estúdios profissionais de Londres, Los Angeles e Nashville.

A demonstração de som stereo fez-se com um sistema de referência girava em torno das PMC Fenestria, alimentadas por amplificadores Bryston, com fontes de alta resolução e também um gira-discos Michell Gyro.

Sala de demonstração de som stereo da PMC com colunas Fenestria

Sala de demonstração de som stereo da PMC com colunas Fenestria

A Fenestria continua a ser uma das colunas mais ambiciosas da PMC: uma coluna de chão com a tecnologia ATL — Advanced Transmission Line. A ideia não é simplesmente obter mais grave, mas sim um grave controlado, rápido e articulado, com menor distorção e melhor integração com a gama média.

O grave não surge como um sopro atrasado por uma porta aberta no rés-do-chão; surge mais integrado, mais elástico, mais próximo da estrutura rítmica da música.

Mas o mais interessante no ACV foi a dimensão pedagógica. O PMC Studio Vienna não queria apenas impressionar os visitantes com um grande som. Queria aproximar o público do processo criativo. Houve sessões sobre gravação, mistura, masterização, vinil, half-

speed mastering, Dolby Atmos e produção musical, com convidados ligados ao mundo real dos estúdios.

PMC Studio. Som Atmos e Dominique Fils-Aimé

PMC Studio. Som Atmos e Dominique Fils-Aimé

Dominique Fils-Aimé no PMC Studio

No PMC Studio Vienna, Dominique Fils-Aimé apresentou pessoalmente o seu novo álbum, My World Is The Sun, numa sessão íntima na qual participámos na audição de faixas do disco. E Dominique não se limitou a pôr as faixas a tocar. Falou de cada canção, do conceito por detrás do disco, da filosofia que une as peças, das ideias que nasceram antes da gravação e da forma como cada tema encontrou o seu lugar numa narrativa maior.

Deixo-vos um registo breve desta apresentação, que durou cerca de uma hora, com as intervenções de Dominique, antes e depois de cada canção.

Limito, porém, os excertos musicais a 15 segundos, em conformidade com os direitos de autor(a). O disco foi reproduzido em Dolby Atmos. Reparem no posicionamento virtual de cada voz e de cada instrumento no palco sonoro holográfico, visível no ecrã à esquerda.

Dominique tem uma presença rara. Há nela uma espécie de clareza espiritual, uma capacidade de falar da música como matéria viva, feita de memória, respiração, corpo, família, luz, silêncio e aceitação. My World Is The Sun não é mais uma coleção de canções alinhadas para consumo rápido, mas sim uma espécie de percurso interior. Dela e nosso.

RAAL 1995 — auscultadores de fita

Velocidade, corpo e corrente direta

A RAAL 1995 mostrou, em Viena, os novos Magna Evo 1, auscultadores de fita que mantêm a rapidez e a resolução típicas da marca, mas acrescentam mais corpo e energia.

SAEQ Perseus e Raal Magna Evo 1

SAEQ Perseus e Raal Magna Evo 1

Na demonstração, utilizou-se o amplificador SAEQ Perseus, um amplificador direct-drive para auscultadores de fita, planares e dinâmicos. Importa não o confundir com a interface RCD da própria RAAL, que é outra solução: uma interface/transformador para adaptar estes auscultadores a amplificadores convencionais.

Raal Magna EVO 1, auscultadores de fita puros

Raal Magna EVO 1, auscultadores de fita puros

Os Magna Evo 1 parecem seguir um caminho interessante: preservar a luz e a velocidade da fita, sem sacrificar densidade, ataque e prazer de escuta. Menos microscópio de laboratório, mais música.

Riviera Audio Laboratories — APF-01SE

A Riviera dos audiófilos

A Riviera Audio Laboratories levou a Viena o APF-01SE, o novo prévio de phono de referência da marca, o seu flagship para sistemas analógicos de topo. Trata-se, segundo Silvio Delfino, de um prévio de phono ultraconfigurável, com três entradas e ampla compatibilidade com células MM e MC.

Riviera Labs: APF-01SE, o novo prévio de phono de referência da marca

Riviera Labs: APF-01SE, o novo prévio de phono de referência da marca

Pelo painel frontal, percebe-se que a Riviera não quis fazer um plug-and-play minimalista, mas sim uma ferramenta de precisão, com várias regulações de ajuste fino: carga, ganho, impedância/capacitância - e até fase!

A Riviera aplica ao vinil a mesma filosofia que já conhecemos dos seus amplificadores. Não procura a neutralidade estéril ou a transparência clínica, mas sim textura, dinâmica e continuidade harmónica.

Num andar de phono, isto é decisivo. Porque o sinal que sai da célula é mínimo e frágil. Qualquer erro nesta fase é amplificado posteriormente por todo o sistema. A Riviera quer, precisamente, proteger esse primeiro suspiro musical.

SOtM — sMS-2000, sMS-500 e sPS-525

A via coreana para o silêncio digital

Sala de demonstração da SotM

Sala de demonstração da SotM

A SOtM apresentou-se em Viena com dois sMS-2000 num sistema Diretta, uma solução que separa funções e procura reduzir a atividade elétrica, o ruído computacional e a instabilidade temporal no transporte digital.

sMS 500

sMS 500

Em Viena, as estreias mundiais da SOtM foram o sMS-500, a fonte sPS-525, o clock sCLK-OCX10ultra e novos cabos balanceados e não balanceados.

sMS 2000

sMS 2000

A assinatura SOtM é conhecida por reduzir o ruído, estabilizar o funcionamento do clock e manter a fonte de alimentação silenciosa, o que permite ao DAC trabalhar em melhores condições.

A SOtM não busca glamour industrial; busca silêncio operacional. E, no digital, silêncio é meio caminho andado para a música.

Soulution

O gira-discos 787 e as AlsyVox

Sala de demonstração da Soulution.

Sala de demonstração da Soulution.

A Soulution associou-se à AlsyVox Caravaggio XX para demonstrar a sua nova peça analógica de eleição: o gira-discos Soulution 787 — já exibido em Munique —, que procura resolver, de forma original, um velho problema da leitura analógica: o erro de tangência entre a agulha e as espiras interiores.

Gira discos Soulution 787, com prato deslizante

Gira discos Soulution 787, com prato deslizante

A solução do 787 passa por uma abordagem engenhosa. Em vez de depender apenas de um braço tangencial convencional, ou de aceitar a excursão angular de um braço pivotado, é o prato que se desloca para manter a geometria de leitura dentro de limites extremamente apertados.

Novos Soulution 727 e 715

Novos Soulution 727 e 715

Não gostei lá muito do som, mas isso não se deve à competência da Soulution, e sim às colunas de fita Caravaggio. Mais umas colunas que têm sonhos molhados com as Apogee e depois acordam frustradas.

Stromtank

Energia limpa

O S-6000 Alpha como o seu modelo de referência absoluta: 2500 VA de potência permanente, 9000 VA durante 3 segundos, até 8 horas de autonomia e 135 kg de peso.

Stromtank Alpha 6000

Stromtank Alpha 6000

A Stromtank marcou presença no grande sistema da Audio Reference com o imponente S-6000 Alpha, a sua unidade de alimentação de referência: uma central elétrica audiófila e não apenas um simples condicionador de corrente.

Não se tratava propriamente de uma estreia absoluta em Viena, mas foi uma das demonstrações mais significativas da importância da alimentação elétrica em sistemas sem compromisso, sobretudo quando se juntam eletrónicas Dan D’Agostino, fontes dCS e colunas Wilson Audio no mesmo palco.

YG Acoustics — Hailey 3

Precisão mecânica

A YG Acoustics esteve em demonstração com as Hailey 3, alimentadas por eletrónica Boulder, incluindo os monoblocos 851, o phono 808, o DAC/pré 812 e o gira-discos Clearaudio.

YG Acoustics Hailey

YG Acoustics Hailey

Hors-concours, portanto fora do ACV, apresentou-se com as YG Sonja e eletrónica Ypsilon. (ver vídeo no final).

YG Acoustics Sonja 3.3

YG Acoustics Sonja 3.3

Ambas representaram bem a escola YG: construção em alumínio, controlo rigoroso das ressonâncias, imagem precisa, grave disciplinado e uma apresentação que procura conciliar análise e corpo. Não são colunas feitas para seduzir com verniz romântico. É engenharia de topo que, quando bem acompanhada, consegue mostrar que precisão não tem de significar frieza. E não têm culpa das seleções musicais que lhes impõem nos shows… (ver video no final)

VIDEO COLETIVO DE MARCAS AJASOM

Para informações: AJASOM

Kharma Elegance DB9 Diamond

Audio Analogue Vox Prima - Prévio de Phono

Avalon Saga

Bergmann Modi

Epos — ES-28N

FinkTeam SPOT

Esoteric Audio - Sala de demonstração

Esoteric N-=5XE

Esoteric Audio S-05XE

Ferrum Boren (em cima); Wandla em baixo. Quando estão ligados juntos partilham o ecrã do Wandla.

Debaixo para cima: Ferrum Hypsos, Erco, Wandla, Broen

Cabos Furutech Project V1-L e S

Sala de demonstração da HiFi Rose com colunas híbridas planares

Parecem colunas mas sãos os novos amplificadores Rose RA80.

Innuos Nazaré. O orgulho de ser Português

Sala de demonstração da INNUOS: Nazaré com eletrónica EMM e colunas Marten.

Kharma — Enigma Veyron EV1D-C: luxo, opulência e classe

Cabos Kharma Emersion

A Kimber cable colaborou com a Grandinote de Itália.

mbl 101 X-treme MkIII

Árvore de auscultadores Palma

Esta sala de demonstração tinha a melhor vista da cidade. Mas, apesar da excelência das fontes e da amplificação, as colunas Clarysis não me convenceram.

Kronos Perpetual+Discovery Phono

Sala de demonstração de som stereo da PMC com colunas Fenestria

PMC Studio. Som Atmos e Dominique Fils-Aimé

SAEQ Perseus e Raal Magna Evo 1

Raal Magna EVO 1, auscultadores de fita puros

Riviera Labs: APF-01SE, o novo prévio de phono de referência da marca

Sala de demonstração da SotM

sMS 500

sMS 2000

Sala de demonstração da Soulution.

Gira discos Soulution 787, com prato deslizante

Novos Soulution 727 e 715

Stromtank Alpha 6000

YG Acoustics Hailey

YG Acoustics Sonja 3.3


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